Técnicas básicas de violão / guitarra.
Aqui vai uma rápida explicação das técnicas mais comuns usadas ao se tocar guitarra e violão : bends, vibrato, hammer ons e pull-offs. Essas técnicas te permite variar o som de uma nota de várias maneiras.
Bends (dobrar a corda)
Dobrar uma nota te permite mudar o tom dela. Para qualquer nota "casada" dada, você pode aumentar o tom suavemente subindo para 3 ou 4 semitons (meio passo). O tipo de cordas e de guitarra afetará quão facilmente você poderá fazer esses dobrões largos, mas na maioria dos violões / guitarras ( acústicos ou elétricos) você estará apto a fazer um semitom duplo facilmente.
Um bend é realizado empurrando a corda em volta do pescoço depois de tocá-la. Vamos dizer que você queira tocar uma nota na 5a casa da corda E de cima, e então dobrá-la. Case a nota na 5a casa normalmente, toque a nota com a sua mão direita, então comece a empurrar a corda com seu dedo que está na casa por volta do pescoço até a corda E se mover em direção a corda B. (normalmente seu dedo das casas empurra direto para baixo do pescoço para casar a nota) - Agora, bem como pressionar para baixo, você precisa empurrar por volta do pescoço para dobrar a corda.
Quando você dobrar a nota, e a corda E estiver empurrada em direção á corda B, continue tocando a corda e você ouvirá o tom da nota crescer. Agora continue tocando enquanto você solta o bend, e deixe a corda E voltar calmamente para a sua posição normal. Agora você ouvirá o tom da nota cair.
Uma outra técnica relacionada ao bend é onde você dobra a nota sem tocá-la. Apenas quando a nota estiver dobrada o bastante você toca a nota e solta o bend. Desse modo, você ouvirá o tom da nota cair logo após ter começado.
Isso é basicamente tudo o que há para dobrar e soltar notas. Com alguma prática, você aprenderá quanto precisa dobrar a corda para aumentar o tom da nota em 1, 2 ou 3 semitons. Julgar o tanto que você precisa dobrar a nota para aumentar o tom dela leva tempo, mas realmente faz a diferença entre um bend bom ou ruim, então aqui vai algo para você praticar. Tente os exercícios abaixo:
Exercícios
A idéia aqui é praticar dobrando a nota na 5a casa até que o tom final da nota dobrada se ligar com o tom de uma nota casada na 7a casa. Em outras palavras, você deve dobrar a nota em exatamente 2 semitons (meio passo).
Toque o exemplo da tablatura abaixo - Você deve alternar, tocando as notas casadas na 5a e então dobre 2 semitons. Tente pegar o tom da nota dobrada a ser o mesmo tom da nota na 7a casa. Toque as notas devagar:
b = bend, r = release bend (soltar o bend)
E ---5---7---5b7---5---7---5b7-------------
B -----------------------------------------
G -----------------------------------------
D -----------------------------------------
A -----------------------------------------
E -----------------------------------------
Agora, tente algo diferente. Ao invés de tocar a nota na 5a casa e a dobrar, dobre agora a nota sem tocá-la, e quando você tiver dobrado-a o tanto que você achar que está certo, toque a nota e solte o bend. Quando você tocar a nota pré-dobrada, ela deverá ter o mesmo tom que a nota na 7a casa.
Porque você não ouve o tom da nota quando você a dobra, esse é um exercício difícil, mas é mais prático.
E ---5---7---7r5---5---7---7r5-------------
B -----------------------------------------
G -----------------------------------------
D -----------------------------------------
A -----------------------------------------
E -----------------------------------------
Vibrato (vibrar a corda)
Vibrato é o efeito onde o tom da nota é variado rapidamente, então ele aumenta e cai em um ciclo contínuo (por exemplo a voz de cantores de ópera). Para notas que estão sustentas você pode obter alguma expressão extra nela a vibrando. No violão, o efeito é alcançado ao se fazer uma série de bends e releases (dobrar e soltar a corda/ nota).
Vamos dizer que você esteja tocando uma nota na 5a casa da corda E de cima. Toque a nota e a dobre do modo normal (para cima). Agora a solte e deixe a corda voltar para a posição normal, agora dobre-a de novo, depois a solte de novo. Você precisa fazer uma série de DOBRAR-SOLTAR-DOBRAR-SOLTAR suavemente e razoavelmente rápido. O efeito que você deve obter é um tom de variação contínua.
É claro, a profundidade do vibrato (quanto a nota varia do seu valor normal) e a precisão do vibrato (a rapidez de mudança dos tons) podem variar ao dobrá-la cada vez mais, ou tocar o ciclo DOBRAR-SOLTAR mais rápido. Como um guia incompleto:
Profundidade do vibrato: dobre a nota em uma quantidade pequena (menos de um semitom)
Precisão: tente fazer alguns ciclos (3-5) de DOBRAR-SOLTAR por segundo.
Hammer-ons
Essa técnica o permite tocar 2 ou mais notas, para cada nota que você acertar com a mão direita. Comece casando a nota na 5a casa da corda E de cima usando seu dedo indicador da mão esquerda. Toque a nota com a mão direita, então mova seu dedo anular da mão esquerda para a 7a casa em uma ação "batida". A idéia é mover para baixo o dedo sustenidamente no pescoço para que a nota na 7a casa seja ouvida. Então, você toca a nota mais uma vez, mas ouça as notas na 5a e 7a casa. O som é diferente do produzido pelas 2 notas - O hammer on dá uma rápida transição entre as 2 notas e as juntam.
Você pode tocar de uma só vez mais de 1 hammer on. Tente tocar uma nota na 5a casa, na corda E de cima, batendo o seu dedo do meio na 6a casa e depois batendo o seu dedo anelar na 7a casa. Você estará apto a ouvir todas as 3 notas claramente, mesmo quando somente a 1a nota foi tocada.
A técnica básica de hammer on é perfeitamente fácil, porém leva algum tempo para desenvolver uma boa coordenação entre a mão direita e a mão esquerda que são usadas para efeitos mais rápidos de hammer ons.
Pull-offs
Esse é quase o oposto de hammer ons. Comece com seu dedo indicador na 5a casa da corda E de cima, e seu dedo anelar na 7a casa da mesma corda. Toque a corda para ouvir a nota na 7a casa, então tire o seu dedo anelar da corda. Mantenha um pouco de pressão para baixo no braço com esse dedo, então quando você soltar a corda ela faz uma performance de um tipo de toque dela mesma, e você ouve a nota na 5a casa. Como hammer ons, você ouve 2 ou mais notas para cad uma que é tocada.
Exercícios
Uma vez que você usou as técnicas básicas de hammer ons e pull-offs, você estará apto a juntar uma seqüência inteira de hammer ons e pull-offs. Então o que você precisa é tocar a corda apenas uma vez com a mão direita - Todas as outras notas são sustentadas por ações de hammer ons e pull-offs. Tente o exemplo abaixo, que usa um hammer on na 7a casa, seguido de um pull-off para a 5a casa, daí outro hammer on para a 7a casa e assim por diante:
h = hammer on, p = pull-off
E ---5h7p5h7p5h7p5h7p5h7p5-----------------
B -----------------------------------------
G -----------------------------------------
D -----------------------------------------
A -----------------------------------------
E -----------------------------------------
Tente manter um mesmo ritmo e "altura de som" para todas as notas. Com prática, você estará apto a manter esse tipo de seqüência por um período quase indefinido.
sábado, 27 de dezembro de 2008
TEORIA
Teoria MusicalNotas, cifras, semi-tons, escalas, acordes, arpejos
Se você pretende aprender um instrumento musical, seja ele qual for, é bom que você esteja familiarizado com alguns termos referêntes à teoria musical.
As 7 notas musicais naturais são:dó, ré, mi, fá, sol, lá, si
Cifra:é a representação das notas musicais através de letras. A=lá, B=si, C=dó, D=ré, E=mi, F=fá, G=sol.
Intervalo:é a distância de frequência sonora que existe entre duas notas. O menor intervalo possível entre duas notas é de meio tom (um semitom). Por exemplo: o intervalo entre as notas C e D é de 1 tom, ou 2 semitons.
Acidentes ou Semitons:como já foi dito, o intervalo entre C e D é de 1 tom, e o menor intervalo possível entre duas notas é de meio tom. Logo, entre C e D existe uma terceira nota. Esta nota pode ser chamada de C# (dó sustenido) ou de Db (ré bemol). Estas notas que ficam entre as notas naturais são chamadas de acidentadas. C# (dó sustenido) é a nota dó elevada em meio tom e Db é a nota ré baixada em meio tom, logo, são a mesma nota (o que chamamos "enarmonia").
Enarmonia:É um mesmo som com nomes diferentes.
Escala cromática:é aquela formada por todas as 7 notas naturais e mais os acidentes que existem entre essas notas. São 12 notas no total:
Ascendente: C, C#, D, D#, E, F, F#, G, G#, A, A#, BDescendente: B, Bb, A, Ab, G, Gb, F, E, Eb, D, Db, C
Quando a escala é ascendente usam-se sustenidos e quando descendente, bemóis.
Observe que não exite E# nem B#. Por isso é dito que o intervalo entre E e F é de meio tom, assim como entre B e C. Na escrita musical aparecem as notas E# que é F ou Fb que é E, e também B# que é C ou Cb que é B.
Escala Diatônica:Esta escala possue apenas 7 notas, e não 12 como no caso da cromática. As pessoas às vezes pensam que a escala diatônica é formada somente pelas notas naturais (as brancas de um piano ou teclado) e não contém os semi-tons, mas isto está correto apenas para a escala diatônica de C.
Escala diatônica para o tom de C:C, D, E, F, G, A, B, C (só as brancas do piano ou teclado)
Observe os intervalo entre as notas da escala.
primeiro vem a nota principal, também chamada de tônica, esta nota dá o nome ao tom da escala.
desta 1ª nota para a 2ª (C-D) há um intervalo de 1 tom.
da 2ª para a 3ª (D-E), 1 tom
da 3ª para a 4ª (E-F), meio tom
da 4ª para a 5ª (F-G), 1 tom
da 5ª para a 6ª (G-A), 1 tom
da 6ª para a 7ª (A-B), 1 tom
da 7ª para a 8ª (B-C), meio tom
A escala diatônica para os outros tons deve manter os mesmos intervalos entre as notas. Observe, Por exemplo, a escala diatônica no tom de E:E, F#, G#, A, B, C#, D#, E
Graus da Escala Diatônica (o exemplo abaixo é no tom de C):Preste muita atenção na tabela abaixo pois ela será usada exastivamente nos tópicos seguites.
Nota
C
D
E
F
G
A
B
C
Grau
1
2
3
4
5
6
7
8(repetição do 1)
Escala BluesEsta escala é a mais utilizada no blues e possue apenas 6 notas. Vamos formar as escalas blues a partir dos graus da escala diatônica nos modos maior e menor:Maior: 1, 3, 4, 5b, 5, 7bMenor: 1, 3b, 4, 5b, 5, 7bOu seja, as notas são do grau 1, grau 3 bemol, grau 4, grau 5 bemol, grau 5 e grau 7 bemol.No caso do modo do tom de C, a escala fica assim:C, E, F, Gb, G, Bb.E no caso do modo do tom de Cm, a escala fica assim:C, Eb, F, Gb, G, Bb.
Oitavas:As escalas musicais se repetem depois de terminar. Ou seja, ao se chegar à última nota da escala, volta-se à primeira. A nota que se repete tem o mesmo tom da primeira, mas o seu timbre é bem mais agudo. As notas naturais são apenas 7. O termo usado como 8ª (oitava) é repetição do 1º grau; também indica a mesma nota em outra oitava mais grave ou mais aguda.
Acordes:Acordes são 3 ou mais notas tocadas ao mesmo tempo. Os acordes mais simples são formados por apenas 3 notas (tríades).
O acorde "Maior" é formado pelas notas dos graus 1, 3 e 5. Assim, o acorde de C maior (C) é formado pelas notas C, E e G.
O acorde "Menor" é semelhante ao Maior, porém a nota do grau 3 é reduzida em meio tom. Assim, o acorde de C menor (Cm) é: C, Eb e G.
O acorde "Diminuto" é semelhante ao Menor, porém a nota do grau 5 também é reduzida em meio tom. Assim, o acorde C Diminuto (Cdim) é: C, Eb e Gb.
O acorde "Aumentado" é semelhante ao Maior, porém a nota do grau 5 é aumentada em meio tom. Assim, o acorde C Aumentado (C+) é: C, E e G#.
O acorde com 7ª (também chamado "Dominante") é feito adicionando-se a nota do grau 7b ao acorde original. Assim o C com 7ª (C7) é: C, E, G e Bb. Este tipo de acorde é o mais encontrado no Blues, Rock, Country e Pop.
Arpejos:São as notas de um acorde tocadas separadamente, em sequência, ao invés de todas juntas. Existe um número muito limitado de acordes disponíveis na gaita diatônica, mas com o uso de bends e overbends, qualquer arpegio pode ser tocado. Conhecer os arpejos é muito útil para a improvisação e para manter a improvisação consistente com os acordes do acompanhamento.
Acordes mais usados:Os acordes mais utilizados em uma canção são os do grau 1, 4 e 5. Ou seja, se o tom da música é C, os acordes mais utilizados serão C (CEG), F (FAC) e G (GBD). Frequentemente os acordes são utilizados com acréscimo da 7ª. Ex: C (CEGBb).
ACORDES NA DIATÔNICA
C (Dó Maior)Considere uma gaita em C. Soprando nos orifícios 1 2 3 ou 4 5 6 ou 7 8 9 você tem as notas C E G, que formam o acorde de C maior. Na 1ª posição o acorde de C maior é a tonica ou fundamental ou acorde I da escala de C. Em 2ª posição o acorde de C maior é a sub-dominante ou acorde IV da escala de G, o qual é parte da progressão de Blues I, IV, V.
G (Sol Maior)Nos orifícios 2 3 4 aspirados você tem as notas D, G e B, que formam o acorde de G maior. Na 1ª posição o acorde de G é a dominante ou acorde V da escala de C. Na 2ª posição o G é o acorde fundamental ou acorde I.
G7 (Sol com Sétima)Aspirando nos orifícios 2 3 4 5 temos as notas G, B, D e F, que é o acorde G7. A 7ª nota adiciona um colorido especial ao acorde maior e é usado muito frequentemente no blues, rock e coutry.
Dm (Ré Menor)Aspirando nos orifícios 4 5 6 ou 8 9 10 produzimos as notas D, F e A, que formam o acorde de Dm. As quatro notas aspiradas entre os orifícios 3-6 ou 7-10 são B, D, F e A, que é um acorde de Bm7b5. Note que este acorde é o mesmo Dm com a 6ª adicionada (chamado Dm6), mas em uma inversão diferente - ao invés da 6ª (B) ser a nota mais alta do acorde, ela é a mais baixa.
Acorde ParciaisA diatônica pode tocar apenas estes poucos acordes. Muitas vezes, gaitistas tocam "acordes parciais" consistindo de apenas 2 notas, uma vez que o acorde inteiro não está disponível. Por exemplo, o acorde Em cujas notas são E G B não existe em uma gaita em C. Mas soprano nos orifícios 2&3, 5&6 ou 8&9 temos as notas E&G, as duas primeiras do acorde de Em. Similarmente o acorde de F é F A C, e não existe na gaita - mas as notas F&A estão nos orifícios 5&6 e 9&10.Uma observação: o 3º grau da escala (a nota do meio na tríade) controle se o acorde soa como Maior ou Menor, e determina o tom. Algumas vezes a 3ª é deixada de fora do acorde, o que resulta em um efeito meio estranho, pois a nota que determina se o acorde é maior ou menor não é ouvida. Porém, quando há outros instrumentos tocando junto, como uma guitarra, baixo ou teclado, eles determinam a impressão geral do som e pode-se tocar os acordes incompletos.
Acordes QuebradosUma outra técnica pode ser usada para simular acordes que não existem na gaita é toca-los em partes. Usando o exemplo do Em, você pode apirar no 5&6 que são E&G, e depois soprar no 7 que é a nota B. Muitas outras combinções são possíveis. Curiosidade: esta técnica é muito usada no Violino, que não produz mais de 2 notas simultâneas.
Finalmente, um acorde quebrado pode ser tocado uma nota por vez, o que chamamos de arpejo.
Se você pretende aprender um instrumento musical, seja ele qual for, é bom que você esteja familiarizado com alguns termos referêntes à teoria musical.
As 7 notas musicais naturais são:dó, ré, mi, fá, sol, lá, si
Cifra:é a representação das notas musicais através de letras. A=lá, B=si, C=dó, D=ré, E=mi, F=fá, G=sol.
Intervalo:é a distância de frequência sonora que existe entre duas notas. O menor intervalo possível entre duas notas é de meio tom (um semitom). Por exemplo: o intervalo entre as notas C e D é de 1 tom, ou 2 semitons.
Acidentes ou Semitons:como já foi dito, o intervalo entre C e D é de 1 tom, e o menor intervalo possível entre duas notas é de meio tom. Logo, entre C e D existe uma terceira nota. Esta nota pode ser chamada de C# (dó sustenido) ou de Db (ré bemol). Estas notas que ficam entre as notas naturais são chamadas de acidentadas. C# (dó sustenido) é a nota dó elevada em meio tom e Db é a nota ré baixada em meio tom, logo, são a mesma nota (o que chamamos "enarmonia").
Enarmonia:É um mesmo som com nomes diferentes.
Escala cromática:é aquela formada por todas as 7 notas naturais e mais os acidentes que existem entre essas notas. São 12 notas no total:
Ascendente: C, C#, D, D#, E, F, F#, G, G#, A, A#, BDescendente: B, Bb, A, Ab, G, Gb, F, E, Eb, D, Db, C
Quando a escala é ascendente usam-se sustenidos e quando descendente, bemóis.
Observe que não exite E# nem B#. Por isso é dito que o intervalo entre E e F é de meio tom, assim como entre B e C. Na escrita musical aparecem as notas E# que é F ou Fb que é E, e também B# que é C ou Cb que é B.
Escala Diatônica:Esta escala possue apenas 7 notas, e não 12 como no caso da cromática. As pessoas às vezes pensam que a escala diatônica é formada somente pelas notas naturais (as brancas de um piano ou teclado) e não contém os semi-tons, mas isto está correto apenas para a escala diatônica de C.
Escala diatônica para o tom de C:C, D, E, F, G, A, B, C (só as brancas do piano ou teclado)
Observe os intervalo entre as notas da escala.
primeiro vem a nota principal, também chamada de tônica, esta nota dá o nome ao tom da escala.
desta 1ª nota para a 2ª (C-D) há um intervalo de 1 tom.
da 2ª para a 3ª (D-E), 1 tom
da 3ª para a 4ª (E-F), meio tom
da 4ª para a 5ª (F-G), 1 tom
da 5ª para a 6ª (G-A), 1 tom
da 6ª para a 7ª (A-B), 1 tom
da 7ª para a 8ª (B-C), meio tom
A escala diatônica para os outros tons deve manter os mesmos intervalos entre as notas. Observe, Por exemplo, a escala diatônica no tom de E:E, F#, G#, A, B, C#, D#, E
Graus da Escala Diatônica (o exemplo abaixo é no tom de C):Preste muita atenção na tabela abaixo pois ela será usada exastivamente nos tópicos seguites.
Nota
C
D
E
F
G
A
B
C
Grau
1
2
3
4
5
6
7
8(repetição do 1)
Escala BluesEsta escala é a mais utilizada no blues e possue apenas 6 notas. Vamos formar as escalas blues a partir dos graus da escala diatônica nos modos maior e menor:Maior: 1, 3, 4, 5b, 5, 7bMenor: 1, 3b, 4, 5b, 5, 7bOu seja, as notas são do grau 1, grau 3 bemol, grau 4, grau 5 bemol, grau 5 e grau 7 bemol.No caso do modo do tom de C, a escala fica assim:C, E, F, Gb, G, Bb.E no caso do modo do tom de Cm, a escala fica assim:C, Eb, F, Gb, G, Bb.
Oitavas:As escalas musicais se repetem depois de terminar. Ou seja, ao se chegar à última nota da escala, volta-se à primeira. A nota que se repete tem o mesmo tom da primeira, mas o seu timbre é bem mais agudo. As notas naturais são apenas 7. O termo usado como 8ª (oitava) é repetição do 1º grau; também indica a mesma nota em outra oitava mais grave ou mais aguda.
Acordes:Acordes são 3 ou mais notas tocadas ao mesmo tempo. Os acordes mais simples são formados por apenas 3 notas (tríades).
O acorde "Maior" é formado pelas notas dos graus 1, 3 e 5. Assim, o acorde de C maior (C) é formado pelas notas C, E e G.
O acorde "Menor" é semelhante ao Maior, porém a nota do grau 3 é reduzida em meio tom. Assim, o acorde de C menor (Cm) é: C, Eb e G.
O acorde "Diminuto" é semelhante ao Menor, porém a nota do grau 5 também é reduzida em meio tom. Assim, o acorde C Diminuto (Cdim) é: C, Eb e Gb.
O acorde "Aumentado" é semelhante ao Maior, porém a nota do grau 5 é aumentada em meio tom. Assim, o acorde C Aumentado (C+) é: C, E e G#.
O acorde com 7ª (também chamado "Dominante") é feito adicionando-se a nota do grau 7b ao acorde original. Assim o C com 7ª (C7) é: C, E, G e Bb. Este tipo de acorde é o mais encontrado no Blues, Rock, Country e Pop.
Arpejos:São as notas de um acorde tocadas separadamente, em sequência, ao invés de todas juntas. Existe um número muito limitado de acordes disponíveis na gaita diatônica, mas com o uso de bends e overbends, qualquer arpegio pode ser tocado. Conhecer os arpejos é muito útil para a improvisação e para manter a improvisação consistente com os acordes do acompanhamento.
Acordes mais usados:Os acordes mais utilizados em uma canção são os do grau 1, 4 e 5. Ou seja, se o tom da música é C, os acordes mais utilizados serão C (CEG), F (FAC) e G (GBD). Frequentemente os acordes são utilizados com acréscimo da 7ª. Ex: C (CEGBb).
ACORDES NA DIATÔNICA
C (Dó Maior)Considere uma gaita em C. Soprando nos orifícios 1 2 3 ou 4 5 6 ou 7 8 9 você tem as notas C E G, que formam o acorde de C maior. Na 1ª posição o acorde de C maior é a tonica ou fundamental ou acorde I da escala de C. Em 2ª posição o acorde de C maior é a sub-dominante ou acorde IV da escala de G, o qual é parte da progressão de Blues I, IV, V.
G (Sol Maior)Nos orifícios 2 3 4 aspirados você tem as notas D, G e B, que formam o acorde de G maior. Na 1ª posição o acorde de G é a dominante ou acorde V da escala de C. Na 2ª posição o G é o acorde fundamental ou acorde I.
G7 (Sol com Sétima)Aspirando nos orifícios 2 3 4 5 temos as notas G, B, D e F, que é o acorde G7. A 7ª nota adiciona um colorido especial ao acorde maior e é usado muito frequentemente no blues, rock e coutry.
Dm (Ré Menor)Aspirando nos orifícios 4 5 6 ou 8 9 10 produzimos as notas D, F e A, que formam o acorde de Dm. As quatro notas aspiradas entre os orifícios 3-6 ou 7-10 são B, D, F e A, que é um acorde de Bm7b5. Note que este acorde é o mesmo Dm com a 6ª adicionada (chamado Dm6), mas em uma inversão diferente - ao invés da 6ª (B) ser a nota mais alta do acorde, ela é a mais baixa.
Acorde ParciaisA diatônica pode tocar apenas estes poucos acordes. Muitas vezes, gaitistas tocam "acordes parciais" consistindo de apenas 2 notas, uma vez que o acorde inteiro não está disponível. Por exemplo, o acorde Em cujas notas são E G B não existe em uma gaita em C. Mas soprano nos orifícios 2&3, 5&6 ou 8&9 temos as notas E&G, as duas primeiras do acorde de Em. Similarmente o acorde de F é F A C, e não existe na gaita - mas as notas F&A estão nos orifícios 5&6 e 9&10.Uma observação: o 3º grau da escala (a nota do meio na tríade) controle se o acorde soa como Maior ou Menor, e determina o tom. Algumas vezes a 3ª é deixada de fora do acorde, o que resulta em um efeito meio estranho, pois a nota que determina se o acorde é maior ou menor não é ouvida. Porém, quando há outros instrumentos tocando junto, como uma guitarra, baixo ou teclado, eles determinam a impressão geral do som e pode-se tocar os acordes incompletos.
Acordes QuebradosUma outra técnica pode ser usada para simular acordes que não existem na gaita é toca-los em partes. Usando o exemplo do Em, você pode apirar no 5&6 que são E&G, e depois soprar no 7 que é a nota B. Muitas outras combinções são possíveis. Curiosidade: esta técnica é muito usada no Violino, que não produz mais de 2 notas simultâneas.
Finalmente, um acorde quebrado pode ser tocado uma nota por vez, o que chamamos de arpejo.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Campo Harmônico
Marcio Mattos
Muitos alunos meus, acham que musica se baseia em solos rapidos com técnica de palhetada e sweep, arpejos no estilo Malmsteen e tudo mais, e esquecem que por trás de tudo isso, existe uma harmonia tonal ou modal, e que elas são mais importantes do que solos rapidos, porque é por ela que escolhemos a escala a ser usada, as notas que soam bem, por isso acho esse assunto muito importante.
O Campo Harmônico maior nada mais é que uma família de acordes dentro de uma tonalidade.
Então temos :
Graus da Tonalidade ( Tríades e Tétrades )
I Grau- Maior- Também chamado de Tônica
II Grau- Menor- Também chamado de Supertônica
III Grau- Menor- Também chamado de Mediano
IV Grau- Maior- Também chamado de Subdominante
V Grau- Maior- Também chamado de Dominante
VI Grau- Menor- Também chamado de Superdominante
VII Grau- Menor c/ 5Diminuta- Também chamado de Sensível
VIII Grau- Maior- Também chamado de Repetição da Tõnica
Ex: Escala de C Maior- C D E F G A B
Agora vamos ver cada nota como acordes.
Ex: Campo Harmônico Maior- Tríades
C Dm Em F G Am Bm5b C
Ex: Campo Harmônico Maior- Tétrades
C7+ Dm7 Em7 F7+ G7 Am7 Bm7 5b
Espero que tenham entendido, qualquer duvida, meu email é guitarraboy@hotmail.com , abraço a todos, valeu.
Muitos alunos meus, acham que musica se baseia em solos rapidos com técnica de palhetada e sweep, arpejos no estilo Malmsteen e tudo mais, e esquecem que por trás de tudo isso, existe uma harmonia tonal ou modal, e que elas são mais importantes do que solos rapidos, porque é por ela que escolhemos a escala a ser usada, as notas que soam bem, por isso acho esse assunto muito importante.
O Campo Harmônico maior nada mais é que uma família de acordes dentro de uma tonalidade.
Então temos :
Graus da Tonalidade ( Tríades e Tétrades )
I Grau- Maior- Também chamado de Tônica
II Grau- Menor- Também chamado de Supertônica
III Grau- Menor- Também chamado de Mediano
IV Grau- Maior- Também chamado de Subdominante
V Grau- Maior- Também chamado de Dominante
VI Grau- Menor- Também chamado de Superdominante
VII Grau- Menor c/ 5Diminuta- Também chamado de Sensível
VIII Grau- Maior- Também chamado de Repetição da Tõnica
Ex: Escala de C Maior- C D E F G A B
Agora vamos ver cada nota como acordes.
Ex: Campo Harmônico Maior- Tríades
C Dm Em F G Am Bm5b C
Ex: Campo Harmônico Maior- Tétrades
C7+ Dm7 Em7 F7+ G7 Am7 Bm7 5b
Espero que tenham entendido, qualquer duvida, meu email é guitarraboy@hotmail.com , abraço a todos, valeu.
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